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Médico que fez a autópsia a Ihor Homeniuk: "A causa da morte é asfixia. Não tenho dúvidas"

Defesa contestam formação académica do médico que fez a autópsia.

O perito que realizou a autópsia a Ihor Homeniuk declarou esta quarta-feira em julgamento que o relatório final da autópsia "conclui com segurança" que o ucraniano "morreu de asfixia lenta" provocada por várias fraturas nas costelas causadas por energia externa.

"A causa da morte é asfixia. Não tenho dúvidas", disse o perito, que, ainda antes de iniciar a autópsia, resolveu alertar a Polícia Judiciária porque "só pela análise externa percebeu que algo não estava bem", ficando logo com a perceção de que "não era possível" haver "morte natural" naquele caso.

Confrontado em contrainterrogatório pelos advogados de defesa com eventuais lacunas no relatório da autópsia, o perito excluiu qualquer possibilidade de a morte de Ihor Homeniuk ter resultado das manobras de reanimação cardíaca a que foi sujeito pelas equipas do INEM no aeroporto, excluindo também que a morte pudesse resultar de uma arritmia cardíaca ou dos efeitos de abstinência alcoólica.

A advogada de defesa de Luís Silva, inspetor do SEF arguido no processo da morte do ucraniano Ihor Homeniuk, põe em causa o médico que fez a autópsia, afirmando ser “evidente que as autópsias têm que ser feitas por médicos especialistas em medicina legal”.

Já o advogado da família de Ihor Homenyuk diz que o testemunho do perito ouvido esta quarta-feira foi claro e objetivo.