País

Mariana Vieira da Silva em entrevista. Tornar visíveis as desigualdades de género e o que não vai mudar no desconfinamento

Entrevista SIC Notícias

A ministra de Estado e da Presidência assinala o Dia da Mulher, celebrado a 8 de março.

A pandemia de covid-19 "exacerbou as desigualdades existentes entre homens e mulheres em quase todas as áreas do quotidiano", regredindo "conquistas duramente alcançadas nos últimos anos", mostra um relatório publicado na sexta-feira pela Comissão Europeia.

Todas as crises afetam “sempre os mais frágeis”

Em entrevista à SIC Notícias, a ministra de Estado e da Presidência considera fundamental reconhecer que uma crise da dimensão da que estamos a viver neste momento tem impactos diferentes entre homens e mulheres, pelo que é necessário tornar o problema “visível” para que lhe seja possível responder.

Mariana Vieira da Silva defende ainda que esta crise provocou um recuo no caminho que tem vindo a ser feito pela igualdade, afirmando que os setores mais afetados pela pandemia, como a restauração e a hotelaria, são serviços onde as mulheres estão em maior número.

Apesar de não considerar que esta seja uma crise só de mulheres, lembra que todas as crises afetam “sempre os mais frágeis”, apontando que eram as mulheres as mais vulneráveis no mercado de trabalho já antes da pandemia, situação que veio a pirar.

“Só podemos descansar quando todas as raparigas e rapazes possam ser o que desejam”, conclui.

Desconfinamento: há coisas que não vão mudar

Questionada sobre o plano de desconfinamento, Mariana Vieira da Silva afirma que esta segunda-feira, da reunião entre Governo e peritos, sairão um conjunto de ideias que permitirão definir um desconfinamento “faseado e lento”, que dependerá de números concretos. A ministra lembra que a capacidade de desconfinar dependerá da atuação do país.

Afirma ainda que, mesmo durante o desconfinamento, há coisas que não vão mudar, como a necessidade do uso de máscara, de manter a distância e de diminuir as interações e contactos com outras pessoas.

Veja a entrevista na íntegra

  • Vamos falar de jejum: era capaz de ficar 16 horas por dia sem comer?

    País

    O jejum intermitente é um regime alimentar que impõe um período de restrição alimentar. Existem vários modelos, mas o mais conhecido é dividido em 16 horas de jejum e oito horas em que pode comer livremente. Os especialistas reconhecem benefícios nesta prática, mas afirmam que a investigação científica ainda é escassa.

    Exclusivo Online

    Filipa Traqueia