País

Ventura questiona idade da reforma e subsídio para PSP e GNR, Costa garante ambos

MÁRIO CRUZ

Ventura criticou ainda a ausência do subsídio de risco prometido às forças de segurança e perguntou se o Governo iria resolver a situação até junho.

O presidente do Chega questionou esta quarta-feira o primeiro-ministro sobre o anunciado aumento da idade da reforma e a falta dos subsídios de risco para forças de segurança e António Costa garantiu que o limite de idade vai baixar já em 2022.

No debate parlamentar bimestral com o chefe do Governo, André Ventura ouviu o chefe do executivo adiantar que as compensações a agentes da PSP ou a militares da GNR, que têm estado na linha da frente do combate à pandemia de covid-19, por exemplo, estão a ser regulamentadas "por portaria".

"No início do seu mandato disse que a idade da reforma não é para descer. Todos soubemos como a idade da reforma aumentou esta semana. Num país que dá borlas fiscais à EDP, esbanja dinheiro no Novo Banco que nunca mais acaba, que paga subvenções vitalícias a presos, sente-se bem com o facto de serem os pensionistas a pagar a fatura da crise?", perguntou o deputado único da extrema-direita parlamentar.

Ventura criticou ainda a ausência do subsídio de risco prometido às forças de segurança e perguntou se o Governo iria resolver a situação até junho.

"Há uma fórmula que calcula a idade da reforma. Não foi mudada e todos os anos ajusta. Pelas previsões recentes, sobre o desempenho da economia no ano transato, vai ter o efeito inverso no próximo ano (2022), reduzindo-se a idade da reforma", assegurou o primeiro-ministro.

António Costa revelou igualmente que "está a ser concluída a regulamentação por portaria" para o pagamento do subsídio de risco aos efetivos de PSP e GNR, entre outros.

"Não teve nenhuma coragem nas medidas que tomou. Fechou o país. Tomou o caminho mais fácil", acusou Ventura sobre as restrições anti-covid-19, exemplificando com os casos de Espanha, França ou Itália sem tão alto grau de confinamento nas áreas da restauração, comércio e turismo.

Segundo o líder do partido populista, "as falências aumentaram 32%" e há "meio milhão de desempregados nos centros de emprego", tudo, justificou, devido ao "confinamento [supostamente exagerado], que ficará para sempre associado" ao executivo liderado pelo líder socialista.

"Reforça a minha ideia de que, mesmo entre o CDS e o Chega, nós (Governo do PS) temos a posição de virtude, do bom-senso e da prudência, que tudo recomenda que seja a atitude correta na gestão de uma pandemia", contrapôs o chefe do Governo, referindo-se a uma intervenção anterior do líder parlamentar democrata-cristão, Telmo Correia, que pedira um desconfinamento "mais devagar", ao passo que Ventura o exige "mais depressa".

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