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Costa e Marcelo. "Relação cordial a que nos habituámos levará algum abalo"

Opinião

Análise de Bernardo Ferrão ao anúncio do primeiro-ministro, que vai pedir a fiscalização junto do Tribunal Constitucional dos diplomas sobre apoios sociais promulgados pelo Presidente da República.

O diretor-adjunto da SIC Bernardo Ferrão considera que a relação entre Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, e o primeiro-ministro, António Costa, mudou. "A relação cordial a que nos habituámos levará algum abalo", disse.

"Até agora sempre vimos Marcelo Rebelo de Sousa a ser acusado e apontado por muita gente como sendo o chefe de Estado que estava permanentemente a apoiar António Costa. A verdade é que Marcelo Rebelo de Sousa, ao ter promulgado estas alterações aos apoios, ficou ao lado da oposição. Isso claramente não agradou a António Costa", defendeu Bernardo Ferrão.

No Jornal da Noite, destacou os ataques duros ao Presidente da República feitos por figuras muito próximas do primeiro-ministro.

Bernardo Ferrão defendeu também que António Costa devia ter dialogado com a oposição.

O primeiro-ministro anunciou esta quarta-feira que o Governo vai suscitar, com caráter de urgência, a fiscalização sucessiva junto do Tribunal Constitucional dos diplomas sobre apoios sociais, no âmbito da pandemia, aprovados pelo Parlamento e promulgados pelo Presidente da República.