País

Dezasseis imigrantes vivem na mesma casa, sem condições e cada um paga 135 euros

Dizem que permanecem na habitação porque o intermediário só arranja trabalho a quem lhe paga valores absurdos de renda. Por mês são mais de mais de 2 mil euros.

Em Pegões, 16 homens vivem numa casa sem quaisquer condições de higiene. Dizem que permanecem na habitação porque o intermediário só arranja trabalho a quem lhe paga valores absurdos pelas casas onde vivem.

Todos nepaleses e indianos. Cada um paga 135 euros de renda, o que representa mais de 2 mil euros por uma casa, onde não cabe qualquer conceito de higiene: há uma única casa de banho e nem o chuveiro resta.

O dinheiro da renda, sem recibos, vai para as mãos de outro imigrante, paquistanês, a quem só conhecem o primeiro nome. Este homem admitiu trabalhar para a Multitempo, uma empresa de trabalho temporário.

Contactada pela SIC, a Multitempo diz desconhecer a existência do funcionário paquistanês. Esta empresa, por escrito, esclarece que "não é da competência da Multitempo, nem de outras empresas que atuam no setor do trabalho temporário, assegurar ou fiscalizar as condições de habitação dos seus colaboradores. Essa fiscalização está a cargo das entidades legais competentes, com quem a Multitempo estabelece, desde há vários anos, sinergias próximas de colaboração (...)".

Estes imigrantes viviem, aos olhos de todos, numa das principais ruas de Pegões.