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Inspetor coordenador da PJ acusado de violação do segredo de justiça

Terá passado informações a dois jornalistas sobre o processo e-Toupeira e a Operação Lex.

Um inspetor coordenador da Polícia Judiciária foi acusado de ter passado informação em segredo de justiça a dois jornalistas. O Ministério Público deixou, no entanto, cair as suspeitas de corrupção. O inspetor mantém-se em funções na Diretoria de Lisboa.

Pedro Fonseca está agora acusado de ter passado informações sobre o processo e-Toupeira e a Operação Lex, que envolve o juiz Rui Rangel.

De acordo com o Ministério Público, foi pelo inspetor da PJ que dois jornalistas tiveram acesso a informações confidenciais em segredo de justiça, através das quais conseguiram dar notícias em primeira mão, como por exemplo as buscas na SAD do Benfica e em casa do desembargador.

Carlos Rodrigues Lima, sub-diretor da revista Sábado, e Henrique Machado, agora editor na TVI, estão também acusados do crime de violação de segredo de justiça.

Recorde-se que, para investigar este processo, a procuradora Andrea Marques chegou a ordenar vigilâncias policiais aos jornalistas, tendo um deles sido fotografado à socapa pela PSP durante dois meses.

A magistrada chegou também a pedir a quebra do sigilo fiscal, bancário e a facturação detalhada dos telemóveis dos arguidos, por suspeitar que o inspetor da PJ recebia dinheiro pela informação que passava.

Sem encontrar provas, a procuradora deixou cair o crime de corrupção.