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PGR diz que detenção de Vieira pretende evitar destruição de prova e fuga

TIAGO PETINGA

Inquérito encontra-se em segredo de justiça, informa a PGR.

A Procuradoria Geral da República (PGR) confirma a detenção de Luís Filipe Vieira.

Num comunicado, informa que foram tidas quatro pessoas - "dois empresários, um agente desportivo e um dirigente desportivo" -, referindo-se a Luís Filipe Vieira, ao empresário de Braga Bruno Macedo, José António dos Santos, o chamado "Rei dos Frangos", e o filho de Vieira, Tiago Vieira.

Segundo a PGR, as detenções foram efetuadas "com vista a acautelar a prova, evitar ausências de arguidos e a prevenir a consumação de atuações suspeitas em curso".

Diz também que forma cumpridos cerca de 45 mandados de busca a instalações de sociedades, domicílios, escritórios de advogados e uma instituição bancária, que decorreram em Lisboa, Torres Vedras e Braga.

Os mandados contaram com a participação de 66 Inspetores Tributários - 25 da Direção de Finanças de Braga, 8 da Direção de Finanças do Porto, 26 da Direção de Finanças de Lisboa e 2 da Direção de Serviços de Investigação da Fraude e de Ações Especiais (DSIFAE) -, além de 9 elementos do Núcleo de Informática Forense desta Direção.

A PGR informa também que os detidos vão ser presentes, esta quinta-feira a primeiro interrogatório judicial.

"No processo investigam-se negócios e financiamentos em montante total superior a 100 milhões de euros, que poderão ter acarretado elevados prejuízos para o Estado e para algumas das sociedades".

"Em causa estão factos ocorridos, essencialmente, a partir de 2014 e até ao presente e suscetíveis de integrarem a prática, entre outros, de crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento", lê-se na nota.

O inquérito encontra-se em segredo de justiça, informa a PGR.