País

Ventura diz não compreender decisão do Ministério Público de o acusar do crime de desobediência

Em causa está o jantar-comício organizado em Braga, durante as Presidenciais, que juntou 170 pessoas em plena pandemia. O líder do Chega garante que vai usar todos os instrumentos legais para demonstrar a inocência e boa-fé.

O líder do Chega, André Ventura, foi acusado pelo Ministério Público do crime de desobediência. Em causa está um jantar-comício organizado em Braga, durante a campanha para as eleições presidenciais, que juntou 170 pessoas em pleno pico da pandemia.

Na véspera, a Autoridade Regional do Norte tinha feito a avaliação a este jantar-comício do Chega e não deu autorização para a realização. Mas o evento aconteceu.

Meses depois, em maio, o Ministério Público do Tribunal Judicial de Braga pediu o levantamento da imunidade parlamentar de André Ventura para constituir o líder do Chega como arguido.

Agora, chegou a acusação: "O Ministério Público deduziu acusação contra quatro arguidos e uma arguida, a todos imputando a prática de um crime de desobediência simples".

André Ventura diz não compreender a acusação e alega que o jantar-comício foi um ato político.

Juntamente com o líder do Chega e outros dois dirigentes do partido também dois dos responsáveis pelo restaurante Solar do Paço, em Braga, foram acusados.