País

Falta de professores e funcionários nas escolas a dias do regresso às aulas

Na próxima terça-feira, cerca de 1 milhão e 200 mil alunos do 1.º ao 12.º ano regressam às aulas. Ainda assim, os sindicatos de profissionais de Educação alertam para a falta de professores e funcionários nas escolas de todo o país.

É um dos dias mais esperados do ano para alunos, pais e professores de todo o país. O regresso às aulas, marcado para dia 14 é também um momento de preocupação para associações sindicais de professores, como a Fenprof e a Federação Nacional de Educação. Há poucos professores e funcionários para as necessidades dos alunos e das escolas nacionais.

O atraso nos processos de concursos de docentes e não docentes é uma das causas. A colocação de professores e assistentes operacionais ainda está a decorrer, num ano em que o Ministério da Educação e sindicatos iniciam as negociações para rever as normas dos concursos.

As disciplinas da Informática, Geografia, História, Filosofia, Matemática e Português são as que os sindicatos prevêm que passem mais dificuldades. Para agravar a situação, a Fenprof conta que mais de 2 mil professores se irão aposentar ainda este ano a juntar aos quase 1.600 que já o fizeram em 2021. Em declarações à agência Lusa, o ministro da Educação disse que, nos últimos anos, foram contratados cerca de 25 mil trabalhadores, dos quais, metade são professores.

Prevê-se um regresso às aulas atribulado para cerca de 1 milhão e 200 mil alunos, até porque está convocada uma greve de quatro dias que coincide com o início do ano letivo. O protesto está a ser organizado pelo Sindicato de Todos os Professores contra o modelo atual de concursos e o processo da municipalização da Educação.