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Insultos de negacionistas a Ferro Rodrigues: podem estar em causa crimes contra a paz pública

A investigação estará a cargo do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu um inquérito aos incidentes em que o Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, foi insultado por um grupo de negacionistas, no sábado em Lisboa.

A investigação estará a cargo do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.

Além de injúria, difamação e ameaça, em causa podem estar ainda crimes contra a paz pública ou contra a realização do Estado de Direito.

Durante vários minutos, Ferro Rodrigues, a segunda figura do Estado, acompanhado pela mulher, foi ameaçado por um grupo de manifestantes negacionistas que se concentravam em frente ao Parlamento a favor de Rui Fonseca e Castro, o juiz negacionista, entretanto suspenso de funções pelo Conselho Superior da Magistratura.

Uma das manifestantes, de megafone em punho, ameaçou ainda o restaurante onde o casal se encontrava, prometendo que "nunca mais nenhum cliente deste restaurante vai ter paz".

O caso foi desvalorizado por Ferro Rodrigues. Contactado pela SIC, o gabinete do Presidente da Assembleia da República nega que tenha havido qualquer acontecimento grave.