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Marcelo promete apoio de Portugal a Guterres em novo mandato

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, faz uma declaração sobre a morte do antigo Presidente da República, Jorge Sampaio (não aparece na fotografia), no Palácio de Belém, em Lisboa.

MÁRIO CRUZ

"Vamos ajudar e estamos a ajudar, permanentemente, em tudo", disse o Presidente da República.

O Presidente da República prometeu que Portugal continuará a apoiar as prioridades de António Guterres como secretário-geral da ONU no seu novo mandato que considerou que começa "cheio de esperança".

"Vamos ajudar e estamos a ajudar, permanentemente, em tudo: No clima, nas migrações, no combate ao terrorismo, nas missões humanitárias", declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, em Nova Iorque, onde chegou no sábado e ficará até quarta-feira para participar na 76.ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

O chefe de Estado defendeu que Portugal já tem estado "a ajudar, com um papel fundamental, dando até o exemplo, no financiamento das Nações Unidas, na disponibilidade para colaborar nas missões que vão surgindo".

Segundo o Presidente da República, o encontro de será "um encontro de esperança", porque acontece no "começo de um novo mandato de cinco anos cheio de esperança quanto ao papel do secretário-geral e ao papel das Nações Unidas na construção de um mundo melhor".

"É muito importante porque o secretário-geral acaba de ser reeleito, está a começar um novo mandato e tem as prioridades certas. É o homem certo no lugar certo no momento certo. E essas prioridades são todas apoiadas por Portugal", acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa manifestou-se expectante em "ouvir a perspetiva do secretário-geral sobre o mundo neste momento, como é que ele vê a concretização das suas prioridades" e de que modo Portugal pode contribuir para esses objetivos.

No sábado, à chegada aos Estados Unidos da América, o Presidente da República defendeu um tratado contra as pandemias e uma reforma da Organização Mundial da Saúde(OMS), num quadro de reforço do diálogo e das organizações globais, e que o terrorismo, o clima, as migrações, as pandemias e as crises económicas e sociais não podem ser enfrentados isoladamente por nenhum país.

Marcelo Rebelo de Sousa irá intervir perante a Assembleia Geral da ONU na terça-feira, primeiro dia do debate geral entre chefes de Estado e de Governo dos 193 Estados-membros das Nações Unidas, a que Portugal aderiu em 1955.