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Administração do Hospital de Setúbal reconhece problemas nas urgências

Presidente do Conselho de Administração garante no Parlamento que o funcionamento do hospital não foi afetado pela demissão dos 87 médicos.

O presidente do Conselho de Administração Centro Hospitalar de Setúbal, Manuel Francisco Roque Santos, garante que o funcionamento do hospital não foi afetado pela demissão dos 87 médicos.

Em audição no parlamento, o responsável reconheceu que os recursos são escassos e que a prioridade é remodelar o serviço de urgências e disse que será lançado um concurso internacional para a construção, até 2023, de um novo edifício para realojar as urgências e o Hospital do Outão.

O Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Setúbal foi hoje ouvido no Parlamento sobre as dificuldades que está a enfrentar, a requerimento do PCP e do PSD.

Os deputados pretendem ainda explicações do diretor clínico do centro hospitalar, que se demitiu alegando falta de condições em vários serviços.

Depois de Nuno Fachada ter renunciado ao cargo, outros 86 médicos pediram a demissão, sublinhando a "situação de rutura" nos serviços de urgência, nos blocos operatórios, na oncologia, na maternidade e na anestesia, entre outros.

Entre os 86 demissionários estão diretores de serviço e departamentos, coordenadores de unidade e comissões, chefes de equipa de urgência e a restante direção clínica.

Na quinta-feira passada, o Ministério da Saúde anunciou que autorizou a contratação de médicos para sete especialidades do centro hospitalar, sem indicar quantos, e um investimento de 17,2 milhões de euros na ampliação das instalações.