País

15 de outubro de 2017: o pior dia do ano de fogos florestais

Em pouco mais de 24 horas houve 500 incêndios em 40 concelhos na região Centro e Norte. Morreram 50 pessoas.

Fraião, Braga
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Há precisamente quatro anos, o país viveu um dos piores dias de sempre em termos de fogos florestais. Morreram 50 pessoas, perto de 1.500 casas e 500 empresas ficaram danificadas ou foram destruídas e arderam 290 mil hectares de floresta.

Em pouco mais de 24 horas, houve 500 incêndios em 40 concelhos, sobretudo na região Centro, mas também no Norte.

A comissão técnica independente criada pela Assembleia da República para analisar o que se passou concluiu que os incêndios de outubro de 2017 constituíram um fenómeno inédito, resultante da conjugação de fatores meteorológicos.

Ainda assim, o relatório apontou várias falhas: falhou a capacidade de "previsão e programação" para "minimizar a extensão" dos incêndios face às previsões meteorológicas de temperaturas elevadas e de vento.

O panorama vivido nesses dias traduziu-se "numa situação de dramático abandono, com escassez de meios, ficando as populações entregues a si próprias".

Segundo o relatório, a Autoridade Nacional de Proteção Civil pediu um reforço de meios, mas não obteve "plena autorização a nível superior" e a atuação do Instituto Nacional de Emergência Médica foi "limitada" por falhas na rede de comunicações.

Os incêndios de outubro de 2017 revelaram também dificuldades dos municípios para lidar com "procedimentos relacionados com a emergência e o socorro e concluiu que o apoio das Forças Armadas no combate às chamas "ficou aquém do desejável".