O Conselho Superior da Magistratura garante que não recebeu nenhuma reclamação de Ivo Rosa. O magistrado adiou o início da instrução do caso BES, alegando excesso de trabalho e falta de condições das novas instalações do Tribunal Central de Instrução Criminal.
O Tribunal de Instrução destinado aos megaprocessos de criminalidade económico-financeira vai deixar a antiga sede da Polícia Judiciária ao fim de cinco anos e meio.
Já o processo BES tinha o início da instrução marcada para o final de janeiro.
Está agora agora adiada, sem nova data marcada, depois de um despacho do juiz Ivo Rosa, no qual o magistrado aponta diversas queixas.
Excesso de trabalho, por um lado, com a acumulação de um outro caso de especial complexidade, e a falta de condições no novo tribunal para onde é suposto mudar-se a 4 de janeiro.
À SIC, o Conselho Superior da Magistratura garante que não recebeu qualquer reclamação por parte de Ivo Rosa.
As queixas do juiz ficaram apenas num despacho, enviado às partes do caso BES.
No documento, a que a SIC teve acesso, o magistrado sempre criticou a extinção do Tribunal especializado em criminalidade económico-financeira, e queixa-se das "instalações deste TCIC, [onde] apenas existem 6 pequenas salas de diligências para 9 juízes, o que provocará, necessariamente, constrangimentos, quer ao nível do agendamento, quer ao nível das condições de espaço para acolher todos os intervenientes".
As críticas vão também para o Ministério da Justiça, em que Ivo Rosa sublinha que não recebeu dois discos externos pedidos para digitalizar o processo.
O Ministério Público deduziu acusação no caso BES há mais de 17 meses.
Não se sabe quando começará a instrução, fase decisiva para determinar se Ricardo Salgado e restantes arguidos vão, ou não, a julgamento.