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Justiça portuguesa tenta julgar antigo sócio de Vale e Azevedo há três anos

Justiça portuguesa tenta julgar antigo sócio de Vale e Azevedo há três anos

Foi acusado em coautoria com Vale e Azevedo de burla qualificada.

A Justiça portuguesa tenta há três anos julgar um antigo sócio de Vale e Azevedo, mas o julgamento já foi por sete vezes adiado por falta de notificação do arguido, um inglês, que vive no Reino Unido. A juíza que tem o processo em mãos decidiu emitir mandados de detenção, mas a decisão foi anulada pelo Tribunal da Relação, que considerou a medida excessiva. Vale e Azevedo também é arguido no caso e também nunca foi notificado.

O cadastro criminal continua manchado em Portugal. Mas no Reino Unido, Vale e Azevedo continua a ser visto como um economista de renome, procurado por vários órgãos de comunicação social para opinar sobre as finanças do país em tempos de pandemia.

Vale e Azevedo mantém-se no meio mediático, mas longe do alcance da Justiça portuguesa, que tenta sem sucesso notificá-lo há mais de 2 anos. O ex-presidente do Benfica mete recursos atrás de recursos e os julgamentos que ainda correm em Portugal continuam adiados.

David Gibbons

O mesmo acontece com um antigo sócio, David Gibbons. Foi acusado em coautoria com Vale e Azevedo de burla qualificada, num negócio imobiliário.

O Ministério Público decidiu pedir a prisão preventiva por alegado perigo de fuga, continuação da atividade criminosa e perturbação da ordem e tranquilidade públicas, pedido que foi aceite pela juíza que emitiu os mandados de detenção.

A decisão é agora censurada pelo Tribunal da Relação de Lisboa.

A defesa alegou que o arguido de 70 anos vive numa quinta, “(…) onde possui duas habitações e quatro sociedades (…) bem conhecidas pela polícia local por ser um meio pequeno (…)”.

Atribuiu culpas “à inércia das autoridades britânicas” e os juízes desembargadores acabam por dar razão ao arguido concluindo que “(…) o Reino Unido raramente deu seguimento ou sequer respondeu aos pedidos que lhe foram dirigidos por meio de carta rogatória (…) e que nada prova que se tenha furtado embora se possa desconfiar que também nada fez para ser notificado.

David Gibbons alega estar inocente e diz que, assim que for devidamente notificado, irá apresentar-se em tribunal e provar que também ele foi vítima de Vale e Azevedo.

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