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Ataques no ciberespaço: “A dimensão digital vai fazer parte dos conflitos”

Ataques no ciberespaço: “A dimensão digital vai fazer parte dos conflitos”

A cada vez maior digitalização da sociedade e dos serviços e o aumento das atividades criminosas no ciberespaço.

Há um aumento das atividades criminosas e estratégicas e de ameaças de ataques informáticos a nível internacional, mas os países nunca estão preparados porque há sempre vulnerabilidade nos sistemas, diz André Barrinha, professor de Relações Internacionais da Universidade de Bath, no Reino Unido.

“A única forma de responder a este aumento de criminalidade é através de maior investimento, público e privado, a consciencialização das populações e a cooperação internacional”, diz o especialista.

Os conflitos já não se limitam ao terreno, como mostram as ameaças de ataques a bancos feitas pela Rússia, como alertou o BCE.

“A dimensão digital vai fazer parte dos conflitos, por isso temos a dimensão ciber como parte da atividade militar por parte dos Estados, como é o caso da Rússia”, lembra.

A UE tem vários mecanismos para se defender: “A legislação europeia, a Europol, o investimento nas relações internacionais – como o mecanismo de sanções a indivíduos [criminosos] de outros países”. A nível extra-UE, há ainda o Conselho da Europa e a NATO, salienta.

Qual a motivação por trás dos ataques informáticos?

André Barrinha distingue a atividade criminal, que visa a obtenção do lucro, e a atividade estatal, que pode ter como objetivo a espionagem para obter informação, a sinalização de intenção de atacar, danificar ou destruir tanto em termos virtuais como materiais – como a destruição das instalações nucleares do Irão há uma década, lembra.

Ataques a Parlamentos, como aconteceu em Portugal, no Reino Unido ou na Alemanha, visam destabilizar e têm por objetivo provocar reação ao colocar o site fora de serviço durante algum tempo, ao contrário do que visou a Vodafone.

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