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Associação Académica da Universidade de Lisboa diz haver condições para alunos “voltarem de forma natural”

Miguel de Sousa Afonso, presidente da Associação Académica da Universidade de Lisboa, considera que as preocupações dos estudantes são normais tendo em conta o que aconteceu.

Associação Académica da Universidade de Lisboa diz haver condições para alunos “voltarem de forma natural”

A Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa manteve para esta sexta-feira os 47 exames previstos. Em comunicado assegura “não haver indícios que aconselhem a alterar o normal funcionamento” da instituição.

Miguel de Sousa Afonso, presidente da Associação Académica da Universidade de Lisboa, explica que nas últimas horas foram recebidas muitas mensagens por parte de estudantes com o intuito de perceber o que está a acontecer.

O suspeito, de 18 anos, era aluno de 1º ano e Miguel de Sousa Afonso diz, que num universo de 50.000 estudantes, é natural que “passasse despercebido” na academia “como qualquer outro aluno”.

As avaliações agendadas vão manter-se e Miguel de Sousa Afonso defende que os estudantes devem entender que neste momento existem “condições para fazer os seus exames e voltarem aos campus de uma forma natural e saudável”.

O estudante suspeito de planear o ataque será ouvido esta sexta-feira em primeiro interrogatório judicial.

O detido tem nacionalidade portuguesa e o ataque estava previsto para esta sexta-feira. No entanto, seria um atentado a título individual e não teria por detrás a ação de um grupo.

O alerta para o atentado foi dado pelo FBI, unidade de polícia do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A Polícia Judiciária, em comunicado, explica que impediu uma “ação terrorista” e apreendido várias armas proibidas.