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Estudo de 2019 já revelava queixas de assédio sexual no ensino superior 

Estudo de 2019 já revelava queixas de assédio sexual no ensino superior 

Dois terços dos estudantes já presenciaram ou foram vítimas de algum assédio sexual, disse à SIC o presidente da Federação Académica de Lisboa. 

A Federação Académica de Lisboa garante que as queixas de assédio sexual não são só de agora. Já em 2019, um estudo realizado em todos os estabelecimentos do ensino superior de Lisboa apontava para um número elevado de queixas. 

“Em 2019, questões como assédio eram uma realidade existente em várias instituições […]. Dois terços dos estudantes já presenciaram ou foram vítimas de algum assédio sexual”, disse, à SIC, o presidente da Federação Académica de Lisboa. 

50 queixas de assédio sexual e discriminação na Faculdade Direito da Universidade de Lisboa

A Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa abriu um canal para receber denuncias de assédio e discriminação e, em 11 dias, recebeu 50 queixas, relativas a 10% dos professores. Sete dos 31 professores alvo de queixa concentram mais de metade dos relatos. A associação académica fala num “sentimento de impunidade” e de “clima de medo”.

As cerca de 50 denúncias foram feitas maioritariamente por alunas e já estão nas mãos da direção da faculdade. No relatório, há relatos de professores que oferecem vantagens académicas em troca de favores sexuais e alguns docentes que discriminam alunos brasileiros e africanos.

Ex-secretário de Estado é um dos acusados por assédio

O ex-secretário de Estado Guilherme Waldemar d’Oliveira Martins também foi denunciado por assédio na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Foi alvo de um processo disciplinar.

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