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João Rendeiro: bens e documentos apreendidos deverão ser entregues ao Ministério Público português

16.05.2022 20:59

LUSA

Pertences e bens estão nas mãos da Interpol e de June Marks, advogada de Rendeiro.

Os bens e documentos apreendidos a João Rendeiro na África do Sul deverão ser entregues ao Ministério Público português e poderão ser úteis para descobrir o eventual património escondido do antigo banqueiro.

Alguns objetos ficaram na posse da advogada June Marks, chamada para levar os pertences de Rendeiro que as autoridades sul-africanas tinham deixado para trás.

À SIC, a advogada disse ter em sua posse há cerca de cinco meses uma carteira com cartões bancários, um passaporte antigo, um visto para os Estados Unidos, botões de punho, óculos, malas, fatos italianos e várias garrafas de vinhos caros.

June Marks disse que foi a Interpol que lhe pediu para recolher e guardar os objetos e agora está à espera que os venham buscar. O interessa das autoridades portugueses está, no entanto, nos bens apreendidos pela Interpol, à ordem do mandato de captura internacional.

Segundo a advogada, foram confiscados cartões bancários, de identificação e passaporte, três telemóveis e dois iPads que podem contar informação relevante para encontrar eventual património escondido.

João Rendeiro, de 69 anos, foi encontrado morto na quinta-feira na prisão de Westville, segundo uma nota do Departamento de Serviços Penitenciários, que excluiu o envolvimento de terceiros.

“Ele estava numa cela única quando se enforcou. Foi depois de trancado, portanto, ninguém podia estar envolvido ou ter acesso a ele”, explicou à Lusa o porta-voz dos serviços prisionais da África do Sul, Singabakho Nxumalo.

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