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Nova lei das comunicações eletrónicas pode colocar em riscos vítimas de violência doméstica

A Comissão Nacional de Proteção de Dados fala num retrocesso em relação à lei atualmente em vigor.

Nova lei das comunicações eletrónicas pode colocar em riscos vítimas de violência doméstica

A Comissão Nacional de Proteção de Dados alerta que as vítimas de violência doméstica podem correr riscos com a aplicação da nova lei das comunicações eletrónicas.

A proposta, ainda em discussão no Parlamento, não proíbe a exibição das chamadas para linhas de apoio nas faturas detalhadas. Em vez disso, passa a não ser exigível.

Ouvida pelo Jornal de Notícias, a Comissão de Proteção de Dados diz que, assim, a informação sobre esse tipo de chamas chamadas pode ficar acessível aos agressores.

A comissão fala num retrocesso em relação à lei atualmente em vigor.

APAV critica proposta de lei das comunicações

A possível inclusão de chamadas para linhas de apoio nas faturas detalhadas dos operadores de telecomunicações, conforme consta na proposta de lei do Governo, pode deixar as vítimas mais vulneráveis, considera a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).

“É claramente um obstáculo para alguém que sofre um crime”, disse à Lusa o presidente da APAV, João Lázaro, sublinhando: “Estamos a falar de situações de violência intrafamiliar – violência doméstica, violência dos pais contra os filhos, violência contra as pessoas idosas – e que, ao registarem, são claramente controlados e podem ser mais vitimizados e até de uma forma mais severa, quiçá, até fatal por parte de quem exerce o crime”.

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