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Encerramento das urgências de obstetrícia: Lisboa, Setúbal, Santarém e Braga são as situações mais preocupantes

Encerramento das urgências de obstetrícia: Lisboa, Setúbal, Santarém e Braga são as situações mais preocupantes

A ARS de Lisboa e Vale do Tejo garante estar em articulação com o INEM para encaminhar as utentes para as unidades com melhor capacidade de resposta.

Várias urgências de obstetrícia estão encerradas no país. A situação já era previsível, tendo em conta o problema crónico de falta de médicos, mas é agravada pela junção dos feriados. Os hospitais da região de Lisboa, Santarém e Braga são os que se encontram numa situação mais preocupante.

No Hospital de Braga acontecem em média oito partos por dia. Por esse motivo as escalas da especialidade de obstetrícia deveriam contar com cinco médicos, mas, este domingo, só tinham dois. Por isso, as urgências deste serviço foram encerradas, pelo menos, até segunda-feira.

As grávidas e parturientes que precisam de ser assistidas com urgência estão a ser encaminhadas para os hospitais de Famalicão, Guimarães e Viana do Castelo, e os casos mais graves seguem para o Hospital de São João, no Porto.

Ao que a SIC apurou, as urgências de obstetrícia estão encerradas em vários hospitais: no Amadora-Sintra, no Beatriz Ângelo, em Loures e nos hospitais de Setúbal e Santarém. Voltam a abrir portas a partir das 08:00 de segunda-feira. O Hospital de Cascais está sem bloco de partos este domingo. Já no hospital São Francisco Xavier as urgências de obstetrícia vão encerrar na manhã de segunda e só devem abrir na terça-feira.

Na região de Lisboa as grávidas estão a ser encaminhadas para a maternidade Alfredo da Costa e para o hospital Santa Maria. A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo garante estar em articulação com o INEM para encaminhar as utentes para as unidades com melhor capacidade de resposta.

O PCP exigiu este domingo a atuação urgente do Governo para evitar novos constrangimentos. À SIC, o bastonário da ordem dos médicos afirmou que já antes da pandemia foram entregues propostas ao Ministério da Saúde para mitigar o problema da falta de médicos. Sublinhou ainda que, em Portugal, mais de 50% dos obstetras estão a trabalhar fora do Serviço Nacional de Saúde.

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