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Agentes da PSP vão ser julgados por agressões a passageira e abuso de poder

Cláudia Simões terá sido agredida pelos polícias após uma confusão num autocarro na Amadora.

Agentes da PSP vão ser julgados por agressões a passageira e abuso de poder
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Os três agentes da PSP envolvidos no caso de agressão a uma mulher num autocarro na Amadora em 2020 vão a julgamento. O caso aconteceu quando Cláudia Simões terá sido agredida pelos polícias após uma confusão num autocarro na Amadora.

A juíza de instrução do Tribunal da Amadora confirmou na íntegra a acusação do Ministério Público. Os três agentes da PSP vão responder em julgamento suspeitos das agressões a Cláudia Simões.

Carlos Canha, o agente que neste vídeo está imobilizar a mulher de 42 anos, terá de responder por três crimes de ofensa à integridade física qualificada, três de sequestro agravado, um de injúria agravada e um de abuso de poder.

Os outros dois polícias, João Gouveia e Fernando Rodrigues, foram acusados de abuso de poder e de nada terem feito para impedir as agressões.

O caso ocorreu na noite de 19 de janeiro de 2020 em Casal de São Brás na Amadora. Cláudia Simões entrou num autocarro da Vimeca com a filha que viajava sem título de transporte. O motorista chamou um agente que por ali passava e foi então que terão começado as agressões.

De acordo com a acusação do Ministério Público, a mulher foi algemada e imobilizada na paragem de autocarros na Rua Elias Garcia por Carlos Canha. O agente já estaria fora de serviço.

Ainda conforme a acusação, terão entretanto chegado os outros dois agentes que levaram a mulher para o carro da polícia onde Cláudia terá sido novamente agredida a soco e pontapé pelo arguido Carlos Canha.

O inquérito contra Cláudia Simões foi arquivado pelo Ministério Público e agora pela juíza de instrução, por considerarem não haver provas contra a mulher em relação aos crimes de resistência e coação sobre funcionário assim como ofensas à integridade física de que era acusada pela polícia.