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Morte de Jéssica: advogado diz que prisão preventiva pode indicar que vai haver acusação 

Uma mulher detida por suspeita de envolvimento na morte de uma menina de três anos, Jéssica, à entrada para o tribunal de Setúbal, 24 de junho de 2022. A Polícia Judiciária deteve três pessoas suspeitas dos crimes de rapto, sequestro e homicídio da menina que morreu segunda-feira em Setúbal, alegadamente devido a uma dívida de centenas de euros da mãe da criança. RUI MINDERICO/LUSA
Uma mulher detida por suspeita de envolvimento na morte de uma menina de três anos, Jéssica, à entrada para o tribunal de Setúbal, 24 de junho de 2022. A Polícia Judiciária deteve três pessoas suspeitas dos crimes de rapto, sequestro e homicídio da menina que morreu segunda-feira em Setúbal, alegadamente devido a uma dívida de centenas de euros da mãe da criança. RUI MINDERICO/LUSA

Os três suspeitos foram este sábado colocados em prisão preventiva. 

Em entrevista à SIC Notícias, o advogado Pedro Duro diz que a prisão preventiva dos arguidos pode indicar que vai haver uma acusação. 

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“Uma prisão preventiva faz adivinhar com maior probabilidade que poderá aparecer uma acusação. Admito que, tendo em conta também as últimas decisões que têm havido relativamente a matérias deste teor, apesar de não haver antecedentes criminais, para uma prisão efetiva”, afirma o advogado. 

Os três suspeitos da morte da menina de três anos em Setúbal ficaram em prisão preventiva. As medidas de coação foram conhecidas na tarde deste sábado. 

Os três arguidos – uma mulher de 52 anos a quem a mãe da criança alegadamente devia dinheiro, inicialmente identificada como “ama”, o seu marido, com 58 anos, e a filha, de 27 – foram detidos pela Polícia Judiciária por suspeita de homicídio qualificado, extorsão, sequestro, ofensas à integridade física e coação. 

A morte da menina ocorreu na segunda-feira, depois de a mãe ter ido buscá-la a casa de uma mulher que identificou às autoridades como ama da criança.

De acordo com a mãe, a menina esteve cinco dias ao cuidado da mulher e tinha sinais evidentes de maus-tratos, como hematomas, pelo que foi chamada a emergência médica. A criança foi assistida na casa da mãe e transportada ao Hospital de São Bernardo, onde foi sujeita a manobras de reanimação, mas não sobreviveu aos ferimentos.

Jéssica, de três anos, estava sinalizada desde o primeiro mês de vida pela Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ). Refira-se que Inês, a mãe, tem seis filhos e apenas Jéssica vivia com esta.  

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