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Morte de Jéssica: psicólogo Mauro Paulino explica por que razão a mãe também deve ser acusada

Morte de Jéssica: psicólogo Mauro Paulino explica por que razão a mãe também deve ser acusada

Especialista fala em indicadores de negligência, violência ou maus-tratos.

O psicólogo Mauro Paulino, comentador SIC, considera que a mãe de Jéssica, a menina de três anos que morreu em Setúbal, deve ser julgada por não ter procurado ajuda médica sabendo do estado de saúde em que se encontrava a filha. 

“Espero que não sejam os únicos elementos a serem acusados relativamente a responsabilidades relacionadas com a morte desta criança. Ela [Jéssica] foi entregue pela progenitora aos cuidados, que não foram cuidados, destas pessoas, independentemente de coação ou não, deixou-a lá, não a foi buscar e não pediu ajuda”, afirma. 

“Há um intervalo de tempo demasiado significativo em que a progenitora foi buscar a criança e as horas em que foi acionada a assistência medica. Isto é um dos indicadores que muito se sabe em contexto forense de contextos de neglicência, violência ou maus-tratos”, conclui. 

Jéssica morreu na segunda-feira, depois de a mãe a ter ido buscar a casa de uma mulher que identificou às autoridades como ama da criança.

De acordo com a mãe, a menina esteve cinco dias ao cuidado da mulher e tinha sinais evidentes de maus-tratos, como hematomas, pelo que foi chamada a emergência médica. A criança foi assistida na casa da mãe e transportada ao Hospital de São Bernardo, onde foi sujeita a manobras de reanimação, mas não sobreviveu aos ferimentos.

Jéssica, de três anos, estava sinalizada desde o primeiro mês de vida pela Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ). Refira-se que Inês, a mãe, tem seis filhos e apenas Jéssica vivia com esta.  

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