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Coelho Lima recusa PSD “federador das direitas”, Batista Leite quer partido na rua

Os dois sociais-democratas fizeram questão de deixar palavras ao líder cessante, Rui Rio.

Coelho Lima recusa PSD “federador das direitas”, Batista Leite quer partido na rua

O ainda vice-presidente do PSD André Coelho Lima defendeu este sábado que o partido “não pode ser um federador das direitas”, enquanto o deputado Ricardo Baptista Leite considerou que os sociais-democratas devem estar “na rua”, junto dos portugueses.

“O PSD não pode ser um federador das direitas ou descaracteriza-se, porque nós não temos nada que ver com o socialismo democrático“, defendeu no seu discurso ao 40.º Congresso Nacional do PSD, que decorre até domingo no Pavilhão Rosa Mota, no Porto.

E apontou que os sociais-democratas também não têm “nada que ver com a direita securitária, corporativista e moralista, nem sequer com uma direita socialmente insensível, contra a progressividade fiscal e contra a presença reguladora do Estado”.

O deputado deixou também uma palavra ao líder cessante, Rui Rio, “de elevado reconhecimento pelos serviços prestados ao partido e ao país”.

André Coelho Lima felicitou ainda Rio e o novo líder, Luís Montenegro, pelo momento de “grande dignidade” ao terem entrado juntos no congresso na sexta-feira à noite, afirmando ter sido um “momento cínico”, um lapso que rapidamente corrigiu para “cénico”.

Também falando ao congresso, o vice-presidente do Grupo Parlamentar Ricardo Baptista Leite revelou um momento da liderança de Rui Rio que o marcou, quando o líder cessante no início da pandemia fez “o discurso difícil de se colocar ao serviço do país dizendo que ajudaria o Governo no que fosse necessário”.

Na sua opinião, o novo líder está “mais do que capacitado” para dirigir o partido nos próximos tempos e elogiou o seu anúncio de que quer correr o país.

“Precisamos de ter o partido na rua”, defendeu, desafiando todos os dirigentes a estarem “junto das pessoas” para “reconquistar a confiança dos portugueses”.

Apontando críticas à forma como o foi gerida a situação com o novo aeroporto, Ricardo Baptista Leite atirou o primeiro-ministro “só quer envolver o PSD quando as decisões são difíceis” e quando sabe que a decisão em causa “vai gerar confusão”.

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