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Moção de censura do Chega pretende sinalizar “erros graves” do Governo

O deputado e líder do Chega, André Ventura, momentos antes de intervir no durante o debate de urgência sobre as urgências hospitalares, requerido pelo Chega, na Assembleia da República, em Lisboa, 17 de junho de 2022. MÁRIO CRUZ/LUSA
O deputado e líder do Chega, André Ventura, momentos antes de intervir no durante o debate de urgência sobre as urgências hospitalares, requerido pelo Chega, na Assembleia da República, em Lisboa, 17 de junho de 2022. MÁRIO CRUZ/LUSA

Ventura insistiu que se Marta Temido e Pedro Nuno Santos forem substituídos até quarta-feira, o partido “retira a moção de censura”.

O presidente do Chega, André Ventura, disse este sábado que a moção de censura ao Governo, apresentada pelo partido e que deverá ser debatida na quarta-feira no Parlamento, pretende “sinalizar” os “erros graves que estão a ser cometidos”.

“É o instrumento [moção de censura] mais gravoso em democracia parlamentar para mostrar ao Governo que o caminho está errado (…). É tempo de assacar responsabilidades e redefinir o rumo. Esta moção de censura é para dizer ao primeiro-ministro que está no caminho errado”, afirmou André Ventura à chegada a um encontro com militantes, em Viana do Castelo.

O líder do Chega insistiu que se os ministros da Saúde, Marta Temido, e das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, forem substituídos até quarta-feira, o partido “retira a moção de censura”.

“Caso contrário, o Governo terá mesmo de discutir esta moção de censura no Parlamento, podendo a maioria absoluta do PS vetar, mas fica dado o sinal. Esperamos, naturalmente, que o PSD, sobretudo o PSD se junte à moção de censura, dando um sinal à direita”, afirmou.

A propósito da posição assumida pelo Presidente da República sobre o recente caso que envolve o ministro das Infraestruturas e da Habitação e um controverso despacho sobre a solução aeroportuária para a região de Lisboa (entretanto revogado), André Ventura afirmou que Marcelo Rebelo de Sousa “quis dizer que Pedro Nuno Santos tem de sair e que António Costa fingiu que não ouviu”.

“Já todos estamos a perceber que vamos ter em Pedro Nuno Santos o que tivemos com Eduardo Cabrita, Constança Urbano de Sousa, o ministro da Defesa envolvido no caso de Tancos, que acabou por ser absolvido. O país não está preparado para passar novamente por isto”, disse.

Na sexta-feira, André Ventura anunciou a apresentação de uma moção de censura ao Governo, uma iniciativa que está à partida chumbada dado que o PS dispõe da maioria absoluta dos deputados na Assembleia da República.

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