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40.º Congresso do PSD: “Tudo farei para dar um novo governo a Portugal”, o discurso do presidente Luís Montenegro

40.º Congresso do PSD: “Tudo farei para dar um novo governo a Portugal”, o discurso do presidente Luís Montenegro

As “sete” prioridades, as críticas (muitas) ao Governo de Costa e o “não” sem hesitações ao referendo sobre a regionalização.

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O 40.º Congresso do PSD terminou este domingo na cidade do Porto. No discurso de encerramento, o novo líder garantiu aos congressistas estar preparado para “dar um novo governo a Portugal”. Entre as muitas críticas ao Governo socialista, Luís Montenegro esclareceu a dúvida que perdurava, afirmando que nunca associará o partido a “qualquer política xenófoba ou racista”. Quanto a propostas concretas, revelou serem “sete” as linhas orientadores do seu PSD, que prometeu que será “a alternativa que vai dar esperança e futuro” ao país.

“Unidade” e “Acreditar” foram as palavras que Luís Montenegro trouxe para o Pavilhão Rosa Mota e que mais vezes proferiu. Se a primeiro é uma mensagem para dentro, a segundo é também para os portugueses, para os eleitores que o PSD e o novo líder querem recuperar.

Eu serei a locomotiva dessa relação direta com as populações e os territórios e a partir de setembro passarei todos os meses uma semana num distrito de Portugal. Vou estar em contacto com a realidade económica, institucional, social de todos os distritos do país e das regiões autónomas”, disse (para surpresa da própria mulher Clara).

E se no arranque dos três dias de trabalho a polémica sobre a localização do novo aeroporto ainda foi tema, no discurso de encerramento, Luís Montenegro alargou a outros temas as críticas à governação de António Costa e dos seus ministros “Pedro Nuno Santos, Fernando Medina, Mariana Vieira da Silva, Ana Catarina Mendes, e por aí fora”, que acusou “violaram os princípios do socialismo moderado para evitar a reforma política antecipada do atual primeiro-ministro“.

Por isso prometeu, ainda antes de apresentar as “sete” prioridades da sua direção, “tudo fará para dar um Governo novo a Portugal”, com compromissos e entendimentos “quando e se necessários. Mas nunca, nunca violaremos os nossos princípios e valores”.

Entre os pontos altos destes três dias de congresso, destaca-se a entrada de Rui Rio e Luís Montenegro na sala do Pavilhão Rosa Mota na noite de sexta-feira, assinalando a passagem de testemunho, a visita de Assunção Esteves e Marques Mendes na tarde de sábado, as escolhas de Carlos Moedas e Paulo Rangel para as listas, e a frequente omnipresença de Cavaco Silva mas, sobretudo, de Pedro Passos Coelho.

Curiosamente, a Comissão Política Nacional do presidente do PSD, que foi eleita com 91,6% dos votos, superou em muito não só as votações obtidas pelas direções de Rui Rio (67,6%) como até as de Passos Coelho (88%).

2.º dia: Rangel e Pinto Luz ‘vices’, Moedas ‘juiz’ e regressos da ‘era Passos’ nas listas do novo líder

1.ª dia: a despedida de Rio e críticas de Montenegro ao Governo no arranque 

Reveja os momentos do 3.º e último dia do Congresso do PSD

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