“Olá TikTokers! Cheguei.” Foi com esta mensagem que Carlos Moedas decidiu inaugurar a nova conta na rede social Tik Tok. No primeiro vídeo que publicou, mostrou a sala onde trabalha, na Câmara Municipal de Lisboa e a obra de Vhils. Entretanto, já publicou também um outro vídeo que conta com a participação de Isabel Diaz Ayuso, presidente da Comunidade de Madrid. Em dois dias, a conta já ultrapassou os 500 seguidores.
A plataforma TikTok registou uma elevada procura durante a pandemia e, segundo dados do We Are Social, reúne uma grande quantidade de jovens – a maior percentagem de utilizadores têm menos de 34 anos. A partilha de vídeos curtos, com música, coreografia ou de cariz cómico são os mais apreciados, mas há de tudo um pouco.
Em Portugal, esta rede social não tem (ainda) grande impacto ao nível da política, mas, noutros países, o TikTok tem vindo a tornar-se um aliado para fazer chegar a mensagem dos políticos aos mais jovens. No Brasil – onde se disputam eleições dentro de poucos meses – Lula da Silva e Jair Bolsonaro já têm contas e competem pelo maior nível de atividade – mais conhecido como "engagement".
Um artigo da BBC Brasil avança que os dois candidatos às presidenciais de outubro estão a apostar em estratégias digitais que atraiam o voto do eleitorado mais jovem.
Esta rede social provou ser capaz de impactar uma votação: na Colômbia, Rodolfo Hernández, de 77 anos, somou 622,3 mil seguidores ao apresentar-se como candidato a Presidente “velho mas gostoso”. A conquista do segundo lugar na eleição – com 28,15% dos votos – foi uma surpresa que, segundo os analistas citados pela Bloomberg, foi influenciada pela sua participação no TikTok.
Apesar do TikTok não ter ainda impacto na política portuguesa, é certo que as redes sociais já fazem parte da estratégia de campanha. O Twitter destacou-se nas eleições legislativas: quem não se lembra da troca de comentários entre os principais candidatos, depois do Zé Albino – o gato de Rui Rio – ter aparecido numa publicação?

