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Costa reconhece "problema de gestão" no SNS que não se resolve só com reforço de meios

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A crise das escalas de verão levou o Governo a criar um novo regime remuneratório de médicos nas urgências.

O primeiro-ministro diz que há um problema de gestão de recursos humanos nos hospitais. António Costa explica assim a crise que se tem vivido nas urgências de ginecologia e obstetrícia, com vários hospitais a encerrarem temporariamente os serviços por falta de médicos para completar as escalas.

Nas últimas semanas, em vários pontos do país, serviços de urgência de obstetrícia e ginecologia e blocos de partos tiveram de encerrar ou funcionaram com limitações por falta de médicos especialistas. Para o primeiro-ministro há aqui um problema de gestão.

António Costa admite que é preciso continuar a reforçar o número de médicos. É preciso trabalhar em rede, diz o primeiro.ministro que, até ao final de setembro, espera ter no gabinete a proposta de revisão da rede de referenciação em ginecologia e obstetrícia.

A crise das escalas de verão levou ainda o Governo a criar um novo regime remuneratório de médicos nas urgências.

Uma espécie de penso rápido para atenuar as dificuldades enquanto prosseguem as negociações com os sindicatos sobre questões estruturais que estão a afetar o bom funcionamento do Serviço Nacional de Saúde.

O diploma é transitório. Entrou em vigor no final de julho e tem duração de seis meses. Permite aos hospitais pagar mais aos médicos do quadro pelas horas extraordinárias feitas nos serviços de urgência.

Ao abrigo deste novo regime, as administrações dos hospitais públicos podem contratar médicos especialistas sem o aval da tutela.

Alguns já começaram a reforçar equipas e a regularizar vínculos com profissionais precários.

Numa ronda feita pelo Jornal de Notícias, 8 unidades hospitalares dizem ter contratado 69 médicos para as urgências.

Trata-se dos hospitais de Gaia, Baixo Vouga, Barreiro, Montijo, Coimbra, García de Orta, Santarém, Matosinhos e Médio Tejo.

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