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Sindicato pede demissão da direção do INEM depois de falha no socorro na Guarda

Sindicato pede demissão da direção do INEM depois de falha no socorro na Guarda
O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar fez queixa ao Ministério Público.

O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) apresentou queixa ao Ministério Público e vai pedir à tutela a demissão do conselho diretivo do INEM devido a casos de "atraso no envio de meios", inclusive num incêndio na Guarda.

O STEPH acompanha "com enorme preocupação as várias situações de atrasos no envio dos vários meios de emergência médica", refere a estrutura num comunicado divulgado este domingo, aludindo à situação relatada pelo presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, que acusou o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) de falhar no socorro a um ferido durante um incêndio, na noite de sábado.

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O sindicato fez saber que vai solicitar à ministra da Saúde, Marta Temido, "o apuramento de todas as responsabilidades políticas do preocupante estado a que a emergência médica chegou, que deve culminar na demissão integral do conselho diretivo do INEM", uma vez que, no seu entender, tem dado provas de "incapacidade na gestão do Sistema Integrado de Emergência Médica em Portugal".

VMER que nunca chegou

De entre os casos que já motivaram uma denúncia desta associação sindical ao Ministério Público (MP), o mais recente, denunciado pelo autarca da Guarda, refere-se a um homem alegadamente em paragem cardiorrespiratória para o qual foi solicitada uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER) que, segundo o presidente do município, nunca chegou.

O homem foi assistido pelos bombeiros por inalação de fumo e terá, depois, entrado em paragem cardiorrespiratória. No local, estavam operacionais de diferentes corporações no combate ao incêndio da Guarda que, na noite deste sábado, ainda dava muito trabalho.

Num esclarecimento enviado às redações, o INEM garante que agiu de forma correta porque não foi transmitido ao CODU que a vítima se encontrava em paragem cardiorrespiratória. Por isso, não existia critério para acionar um meio de Suporte Avançado de Vida. Acionou sim, uma ambulância operada pelos Bombeiros Voluntários da Guarda.

Diz ainda que o CODU recebeu uma primeira informação de que o homem estaria em paragem cardiorrespiratória, mas, quando contactou os bombeiros que estavam no local, foi transmitido que a vítima tinha os parâmetros vitais normais.

O transporte para o hospital foi feito pelos bombeiros da Guarda, que também asseguraram que a vítima estava consciente e estável.

O presidente da Câmara da Guarda insiste que protocolo de atuação em caso de incêndio não foi cumprido e pede que o caso seja investigado.

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