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Falta de médicos de família no Médio Tejo: situação é pior em Ourém, Abrantes e Alcanena

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Decorre um concurso com 12 vagas destinadas à região.

Alcanena e Torres Novas são dos concelhos do Médio Tejo onde a falta de médicos de família mais se faz sentir. Esta situação pode vir a ter uma luz ao fundo do túnel com a garantia do ACES Médio Tejo da contratação de mais profissionais.

A falta de médicos de família no Médio Tejo é um problema que se tem agravado nos últimos anos, devido à saída de profissionais por aposentação.

A este cenário junta-se a contratação insuficiente de novos médicos, o que tem deixado cada vez mais utentes com acesso dificultado aos cuidados primários de saúde.

Mas o panorama pode vir a melhorar no concelho de Alcanena, onde mais de 60% da população não tem médico de família. Segundo o ACES, será assegurada consulta de recurso para os utentes sem médico de família.

Já em Torres Novas, o agrupamento de centros de saúde garante também respostas, com o regresso de uma médica, e com os utentes inscritos nas extensões de saúde a terem a possibilidade de ter consulta médica nas extensões de Brogueira, Parceiros de Igreja e Alcorochel.

Com mais de 200 mil utentes inscritos nos 11 concelhos deste agrupamento, cerca de 55 mil não têm hoje médico de família. Ourém, Abrantes e Alcanena são os concelhos que vivem as situações mais complicadas.

Com um saldo negativo de 23 médicos, e com mais aposentações em curso, o ACES garante que, em todos os concelhos onde existe falta de profissionais, existem respostas alternativas, quer seja pelo recurso à prestação de serviços médicos, pela contratação de médicos aposentados ou mesmo pela realização de horas suplementares dos médicos do quadro.
Neste momento, está a decorrer um concurso nacional de acesso à carreira especial médica, com 12 vagas destinadas ao ACES Médio Tejo.

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