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Moedas está a “trabalhar” para estender passes grátis a estudantes sem morada fiscal em Lisboa

Carlos Moedas, European Commissioner for Research, Science and Innovation, speaking at the EuroScience Open Forum conference on July 25th, 2016, in Manchester, England. (Photo by Jonathan Nicholson/NurPhoto via Getty Images)
Carlos Moedas, European Commissioner for Research, Science and Innovation, speaking at the EuroScience Open Forum conference on July 25th, 2016, in Manchester, England. (Photo by Jonathan Nicholson/NurPhoto via Getty Images)
Presidente da Câmara de Lisboa destaca ainda a necessidade de utilização dos dados disponíveis e os novos desafios tecnológicos.

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, afirmou que está a tentar resolver o problema dos estudantes deslocados que, por não terem morada fiscal na cidade, não têm acesso a passes gratuitos.

O autarca, que falava na conferência "Os desafios da mobilidade na Área Metropolitana", organizada pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), disse ainda que já 40.000 residentes em Lisboa aderiram aos passes gratuitos, 30.000 dos quais pessoas com mais de 65 anos e 10.000 estudantes.

Carlos Moedas destacou que um dos problemas detetados foi precisamente o dos jovens que vêm para Lisboa estudar, tal como ele veio de Beja, e que não têm direito a transportes públicos gratuitos porque não querem mudar a morada, "sobretudo aqueles que vêm das ilhas, que se mudarem a morada de casa mudam o agregado familiar".

“Queria dizer aos jovens que estou a trabalhar para resolver esse problema, que estamos a trabalhar com a Área Metropolitana [de Lisboa] para que esses jovens que vêm de fora possam ter também essa capacidade”.

As declarações do presidente da Câmara de Lisboa seguem-se a uma carta aberta de estudantes da Universidade de Lisboa, na qual defenderam a eliminação da obrigatoriedade de se ter domicílio fiscal na capital para se beneficiar da gratuitidade nos transportes públicos, de forma a "incluir todos os estudantes" matriculados em instituições de ensino superior na cidade.

Carlos Moedas afirmou, contudo, que "o importante foi dar o passo" na tendência para a gratuitidade dos transportes e que é "um orgulho dizer que Lisboa conseguiu e pode realmente liderar naquilo que é a mudança da transição energética através dos transportes públicos gratuitos para os mais novos e para os mais velhos", quando "muito poucas capitais na Europa o fizeram".

"Não conseguimos fazer tudo logo"

“Se nós conseguirmos ter essa política integrada na Área Metropolitana de Lisboa, se nós conseguirmos ser o exemplo que fomos com os transportes públicos gratuitos, daqui a cinco anos ou dez anos, a área metropolitana vai ser muito diferente. Com a ajuda do Governo, vamos ser diferentes. Vamos conseguir dar este passo de ter transportes públicos gratuitos para os mais novos e para os mais velhos. E, quem sabe, um dia o sonho que eu sei que muitos temos que isso seja possível para todos. Mas, não podemos também às vezes em Portugal ter a ideia que podemos fazer tudo logo. Não conseguimos fazer tudo logo. Vamos dar passos”.

O presidente da Câmara de Lisboa destacou ainda a necessidade de utilização dos dados disponíveis e os novos desafios tecnológicos, nomeadamente as trotinetes, "estacionadas em todo o lado".

“Nós não temos capacidade com GPS de as travar e de as por estacionadas num local próprio? Tecnologicamente não o conseguimos fazer? Temos que conseguir. Precisamos de um regulamento? Precisamos. Mas, antes do regulamento precisamos de ter com os operadores uma conversa séria sobre aquilo que se está a passar em Lisboa ao nível das trotinetes. As trotinetes não podem estar paradas e caídas em todo o lado e as pessoas a caírem em cima das trotinetes. Não temos nada contra as trotinetes, mas elas têm que estar reguladas de uma maneira que hoje não estão. E essa regulação pode vir muito da tecnologia”.

A conferência "Os desafios da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa", uma iniciativa da AMT transmitida em 'streaming' em https://www.amt-autoridade.pt/, debate na Gare Marítima de Alcântara a descarbonização do setor dos transportes públicos, a mobilidade e a atratividade do sistema de mobilidade da AML, o financiamento e a situação da atual rede de transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa, entre outros temas.

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