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Deputados chumbam pela terceira vez candidato do Chega a 'vice' da AR

Deputados chumbam pela terceira vez candidato do Chega a 'vice' da AR
Horacio Villalobos
O Chega voltou a apresentar um candidato ao cargo de vice-presidente da Assembleia da República.
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Os deputados voltaram a chumbar o candidato apresentado pelo Chega para a vice-presidência da Assembleia da República (AR). Na eleição realizada esta quinta-feira, o nome de Rui Paulo Sousa foi chumbado com apenas 64 votos a favor e 137 brancos.

Ainda assim, o terceiro candidato apresentado pelo Chega teve mais votos a favor do que os dois nomes propostos anteriormente. Votaram 213 dos 230 deputados, numa eleição feita por voto secreto em urna.

Após divulgados os resultados da votação, André Ventura pediu a palavra. “Não faz sentido que a Assembleia da República funcione apenas com dois vice-presidentes quando o regimento e, sobretudo, a Constituição estabelecem essa prorrogativa aos quatro maiores grupos parlamentares. (…) O Chega apresentou candidatos com diferentes perfis para que a AR se pronunciasse (…), por isso é com particular tristeza que assistimos a um verdadeiro boicote ao Chega”, disse o líder do partido.

Ao contrário das duas anteriores votações, em que o PSD deu liberdade de voto aos seus deputados, hoje o líder parlamentar social-democrata, Joaquim Miranda Sarmento, apelou ao voto favorável da sua bancada no candidato do Chega, invocando a "prática parlamentar" que atribui esse cargo aos quatro partidos mais votados.

De acordo com o Regimento da Assembleia da República, podem propor vice-presidentes os quatro maiores grupos parlamentares (PS, PSD, Chega e IL na atual legislatura), mas só são eleitos se obtiverem maioria absoluta dos votos dos deputados em efetividade de funções.

Aquando da eleição do presidente do Parlamento, Augusto Santos Silva considerou que a Mesa da AR tinha quórum de funcionamento, tendo entrado em funções com apenas dois dos quatro vice-presidentes.

À data, o candidato do Chega foi Diogo Pacheco de Amorim, que falhou a eleição com 35 votos a favor, 183 brancos e seis nulos. Na mesma votação, a IL candidatou o seu líder, João Cotrim Figueiredo, que obteve 108 votos favoráveis, 110 brancos e seis nulos, tendo também falhado a eleição.

Uma vez falha a primeira eleição, o partido liderado por André Ventura apresentou o deputado Gabriel Mithá Ribeiro para uma nova votação. Mas o resultado foi um novo chumbo. Mithá Ribeiro obteve 37 votos a favor, 177 brancos e 11 nulos, aquém dos 116 deputados necessários para conseguir a maioria absoluta e ser eleito vice-presidente.

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