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Cardeal Tolentino Mendonça terá uma "palavra importante" na escolha dos próximos bispos em Portugal

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A análise de Filipe d'Avillez, jornalista especialista em assuntos religiosos, à nomeação do cardeal Tolentino Mendonça para prefeito para a Cultura e a Educação.

O cardeal português José Tolentino Mendonça foi nomeado, esta segunda-feira, pelo Papa Francisco prefeito do novo Dicastério para a Cultura e a Educação, informou o Vaticano.

O Dicastério para a Cultura e Educação reúne as responsabilidades que até agora estavam atribuídas à Congregação da Educação Católica e ao Conselho Pontifício para a Cultura, ficando com a tutela, nomeadamente, da rede escolar católica do mundo inteiro, com 1.360 universidades católicas e 487 universidades e faculdades eclesiásticas com 11 milhões de alunos e outras 217 mil escolas com 62 milhões de crianças.

Por outro lado, o cardeal madeirense coordenará o diálogo da Igreja universal com o mundo da cultura.

“Um cargo de grande relevância”, na opinião do jornalista Filipe d'Avillez, para o qual Tolentino Mendonça “está como peixe na água”.

Além disso, há “outra questão relevante que é para além destes cargos, o cardeal português está também presente no Dicastério que escolhe os novos bispos em todo o mundo, mas sendo português é natural que tenha uma palavra a dizer sobre as escolhas para Portugal”, destacou Filipe 'Avillez, lembrando que “estamos a atravessar uma fase de renovação do episcopado português, temos neste momento três dioceses sem bispos, e mais algumas que vão ficar sem bispo nos próximos anos, incluindo o Patriarcado de Lisboa. Portanto, certamente (…) terá uma palavra muito importante a dizer sobre a escolha dos próximos bispos em Portugal".

O cardeal José Tolentino Mendonça, de 56 anos, vai substituir no ex-Conselho Pontifício para a Cultura o cardeal Gianfranco Ravasi, que completa os 80 anos em outubro, e na ex-Congregação da Educação Católica, o cardeal Giuseppe Versaldi, que fez 79 anos em julho.

Até agora, o cardeal português, que é também poeta e ensaísta, desempenhava as funções de arquivista e bibliotecário do Vaticano.