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A denúncia do IL sobre "esquadras chinesas" que apanhou Costa de surpresa

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O primeiro-ministro garantiu desconhecer o caso e recomendou ao deputado do IL que informe "de imediato" a PGR.

Durante o debate na Assembleia da República, o deputado do Iniciativa Liberal (IL), João Cotrim de Figueiredo, denunciou que há esquadras chinesas a atuar em Portugal para repatriar cidadãos. Um caso que o chefe do Governo garantiu desconhecer.

“Há duas municipalidades chinesas, e possivelmente não são as únicas, que instalaram dezenas de esquadras informais de polícia em vários países do mundo para monitorizar, investigar e repatriar sob coação cidadãos de origem chinesa residentes nesses países. Três dessas esquadras informais estarão instaladas em Portugal, nas regiões de Lisboa, Porto e Madeira, onde conduzem essas atividades ilícitas sem conhecimento das autoridades portuguesas”, revelou o deputado liberal.

Mas “pior”, prosseguiu, é o facto de haver “indícios de que estas esquadras se articulam com a rede do designado Departamento Frente Unida do Partido Comunista chinês, que é responsável pela propaganda favorável aos interesses da China comunista por todo o mundo. Portanto, temos alegações gravíssimas quer do ponto de vista dos direitos humanos, pessoas com residência em Portugal que sob ameaça são repatriadas à força”.

E a resposta do primeiro-ministro foi, como disse o próprio, “muito fácil”. “Não tenho nenhum conhecimento e, seguramente, os serviços também não têm, caso contrário já me teriam dado. Mas já que vossa excelência [João Cotrim Figueiredo] tem, recomendava-lhe vivamente que de imediato transmitisse à senhora Procuradora-Geral da República (PGR)”, sugeriu António Costa, enquanto o deputado acenava com o documento onde constam as denúncias.

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