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Patriarcado de Lisboa soube em 2010 de suspeitas de abuso sexual contra Ximenes Belo

Patriarcado de Lisboa soube em 2010 de suspeitas de abuso sexual contra Ximenes Belo
AFP/Getty Imagens

O caso das suspeitas contra o Nobel da Paz foi tornado público por um jornal holandês.

As suspeitas de abuso sexual de menores contra o bispo timorense e Nobel da Paz, Ximenes Belo, chegaram ao Patriarcado de Lisboa em 2010, pouco antes da visita do Papa Bento XVI a Portugal e numa altura em que o caso já era comentado nos corredores da Igreja Católica.

Nesse ano, o caso apanhou de surpresa o à data cardeal patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, que prestes a receber o Papa em Portugal conseguiu, com a sua “capacidade de negociação” evitar que o caso viesse a público.

A informação é avançada, esta quinta-feira, pelo jornal online Observador, que adianta que ao fim de um ano de exílio em Portugal, o bispo timorense voltou a trabalhar com crianças em Moçambique.

O caso, que está agora a correr mundo, foi tornado público esta quarta-feira por um jornal holandês, que divulgou uma investigação com testemunhos de homens que terão sido abusados sexualmente por Ximenes Belo nas décadas de 80 e 90.

Recorde-se que em 2002, o bispo timorense renunciou ao cargo, alegando cansaço. Além disso, Ximenes Belo estava doente e “precisava de um longo período de recuperação”, que viria passar em Portugal.

Ainda de acordo com o Observador, em Timor, pelo menos desde 2007, que as suspeitas agora públicas contra Ximenes Belo eram conhecidas das forças de segurança do país.

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