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Ativistas detidos por bloqueio da sede da Galp foram presentes a tribunal

Ativistas detidos por bloqueio da sede da Galp foram presentes a tribunal
ANTÓNIO COTRIM

Alguns dos ativistas que protestavam contra a ação da empresa petrolífera na crise económica atual colaram-se ao edifício.

Três ativistas que bloquearam a entrada da sede da Galp durante a manhã desta segunda-feira foram detidos e presentes a tribunal. Os ativistas protestavam contra a ação da empresa petrolífera na crise económica atual.

Durante a manhã desta segunda-feira mais de 20 ativistas marcaram presença no edifício sede da Galp, em Lisboa. Os manifestantes acusam a empresa do ramo energético de obter “lucros extraordinários, apoios e subsídios” numa altura em que se verifica um crescente aumento do custo de vida.

As pessoas que marcaram presença junto ao edifício da petrolífera criticam também a contribuição negativa da empresa para o agravamento da crise climática.

Alguns dos ativistas chegaram mesmo a colar-se à entrada da infraestrutura e acabaram, posteriormente, por ser detidos e conduzidos para uma esquadra policial.


A Climáximo, coletividade autodenominada anticapitalista e que tem como foco a “luta pela justiça climática”, informa que três desses manifestantes detidos pela Polícia de Segurança Pública foram presentes a um juiz no Campus de Justiça, mas contestam: os “ativistas que bloquearam a Galp vão a tribunal mas os crimes são da petrolífera”.

Contudo, o coletivo acrescenta, em comunicado, que “irá continuar a levar a cabo ações diretas e de desobediência civil contra a Galp e os demais culpados pelo desastres climáticos, irá bloquear, boicotar e ocupar as maiores infraestruturas emissoras de gases com efeito de estufa, tantas vezes quantas necessárias, até os seus crimes serem travados”.

Vinca ainda que os três ativistas terão o apoio e a solidariedade de várias pessoas que se sensibilizam com a causa que a Climáximo e os seus intervenientes têm levado a cabo.

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