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PJ faz buscas relacionadas com contratos do SIRESP

PJ faz buscas relacionadas com contratos do SIRESP

Buscas decorrem na Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, em quatro empresas e três residências particulares.

A Polícia Judiciária (PJ) fez buscas na Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, quatro empresas e três residências particulares relacionadas com os contratos com a rede de emergência do Estado SIRESP, revelou esta quinta-feira o Ministério Público.

Segundo a nota divulgada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), a investigação está a ser conduzida pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ.

As buscas domiciliárias e não domiciliárias decorrem em vários locais e visam "a recolha de prova relacionada com eventuais favorecimentos de indivíduos e/ou entidades particulares, em detrimento do interesse público, através de adjudicação de contratos relacionados com o SIRESP".

Em causa estarão os crimes de tráfico de influência, recebimento ou oferta indevidos de vantagem, corrupção passiva, corrupção ativa, participação económica em negócio, abuso de poder e prevaricação.

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MAI satisfeito com buscas

Em reação a estas buscas, o Ministério da Administração Interna manifestou a sua “satisfação”.

Em comunicado, a tutela recorda que estas diligências da PJ acontecem na sequência da participação, “em março deste ano”, de Francisca Van Dunem, na altura ministra da Administração Interna, ao Ministério Público, no sentido de "serem adotadas as providências adequadas às suspeitas sobre a regularidade formal dos atos preparatórios e contratos relativos ao concurso SIRESP".

Questionado sobre estas buscas na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, o secretário de Estado da Presidência disse estar a ter conhecimento naquele momento da situação e, por essa razão, recusou fazer quaisquer comentários.

Ainda assim, e perante nova pergunta dos jornalistas, André Moz Caldas assegurou que o "fenómeno corruptivo preocupa o Governo", mas que este "não fica nunca preocupado ao ver o sistema da justiça a funcionar".

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