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Assimetrias no acesso a cuidados de saúde primários: a resposta do ministro da Saúde

Assimetrias no acesso a cuidados de saúde primários: a resposta do ministro da Saúde
NUNO VEIGA

Manuel Pizarro disse que no final deste ano ou no próximo ano, "estaremos em condições de dizer que vencemos o défice que a covid-19 deixou".

O ministro da Saúde reagiu esta sexta-feira às conclusões do relatório da Entidade Reguladora da Saúde, que revela assimetrias importantes no acesso a médicos de família, com especial incidência no Algarve e na zona de Lisboa e Vale do Tejo. Manuel Pizarro não esconde que é "difícil" levar profissionais de saúde para a região do Algarve devido ao custo de vida. Em resposta à falta de profissionais de saúde, o ministro da Saúde apresenta respostas como "aumentar a formação" na área da Saúde.

"Estamos a trabalhar em dois domínios. Primeiro, aumentar a formação de profissionais, isso é um aspeto muito relevante, o facto de abrirmos mais vagas para a formação de médicos em geral e de médicos especialistas, em especial, grande parte delas no Algarve, o facto de reforçarmos o funcionamento do curso de medicina da Universidade do Algarve e alargarmos a formação de enfermeiros aqui no Algarve, é uma estratégia que, a prazo, nos vai permitir, seguramente, lidar melhor com esta dificuldade", apresenta.

Questionado sobre as assimetrias no acesso aos cuidados primários, justifica que o setor está com níveis de atividade superiores aos da pré-pandemia, mas garante estar a "trabalhar intensamente" para garantir que todos os portugueses tenham acesso por igual aos serviços de saúde.

Esta manhã, Manuel Pizarro ainda deixou uma convicção de que no final deste ano ou no próximo ano, "estaremos em condições de dizer que vencemos o défice que a covid deixou".


SOBRE A REUNIÃO DO INFARMED


O Governo decidiu não prolongar no dia 1 de outubro o estado de alerta, mas foi marcada uma reunião para o dia 11 de novembro, para analisar a situação da evolução da covid-19 no país. O ministro da Saúde não quis antecipar o que será apresentado na reunião, mas reforça que “nesta fase, não se justificarão novas medidas”.

Manuel Pizarro fez questão de sublinhar a pandemia não terminou e “justificava-se manter a vigilância em relação aos efeitos da pandemia” que no inverno se junta a outras doenças respiratórias.

Saúda a vacinação contra a covid-19: “o mais importante está a acontecer a bom ritmo”.

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