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Marcelo esclarece que aviso deixado à ministra era afinal dirigido ao Governo

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O Presidente da República admitiu a existência de dificuldades de execução dos fundos.

O Presidente da República diz que os reparos que fez à execução dos fundos europeus não eram dirigidos à ministra da Coesão, mas sim ao Governo. Marcelo Rebelo de Sousa admite ainda haver dificuldades de execução a nível europeu e a nível interno.

“Eu quando falei dos fundos, estava a falar na senhora ministra, é uma forma de dizer o Governo”, esclarece o Presidente da República.

“Estão contratualizados os projetos, está fechado, mas está a demorar ir para o terreno (…) significa que está a haver dificuldades de execução, alguns a nível europeu, outros a nível interno”.

As declarações de Marcelo Rebelo de Sousa foram feitas este sábado, na Trofa, perante centenas de pessoas, e um dia depois de avisar que, perante o atual cenário de crise, é urgente aplicar o Plano de Recuperação e Resiliência.

“De 6.600 [milhões de euros] para 800 [milhões de euros] quer dizer que há muita coisa que se pode fazer”, pelo que espera “que se faça em 2023", disse.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que agora “compete ao Tribunal de Contas, ao parlamento, ao Ministério Público, controlar efetivamente como é que é aplicada essa contratação, ou os problemas de contratação, burocráticos ou administrativos, que atrasaram”.

Sobre as declarações proferidas hoje na Trofa, onde avisou a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, que estará “muito atento” e não a perdoará caso descubra que a taxa de execução dos fundos europeus não é aquela que acha que deve ser, o Presidente da República explicou que quando falou dos fundos “estava a falar da senhora ministra, uma forma de dizer o Governo”.

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