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Ministra do Ensino Superior “perplexa” com greve de professores

Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato.
Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato.
RODRIGO ANTUNES

Elvira Fortunato lamenta o momento que os sindicatos escolheram para realizar a greve.

A ministra do Ensino Superior mostrou-se “surpresa” e “perplexa” pelos professores terem decidido marcar greve quando já se deram início às discussões sobre uma eventual negociação entre sindicatos e Governo.

“Estranha-se a convocatória desta iniciativa no momento em que se acabaram de iniciar as discussões sobre um protocolo negocial que enquadra a generalidade das preocupações expressas por ambas as estruturas sindicais [FENPROF e SNESUP]”, lê-se no comunicado divulgado esta sexta-feira.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior revela mesmo que foi apresentado um calendário “claro e exigente” de negociações a realizar entre dezembro deste ano e junho de 2024.

Não colocando em causa o direito dos trabalhadores à greve, o Ministério pede um “compromisso com o diálogo” e considera que o momento em que se realizam as ações de protesto “não tem utilidade nem traz benefícios” à discussão.

Professores em greve a 18 de novembro

Os professores vão juntar-se à greve da Função Pública daqui a uma semana. Continuam a queixar-se sobre a progressão nas carreiras e da passividade do Governo em relação à falta de docentes nas escolas. Esta sexta-feira, a FENPROF emitiu um pré-aviso de greve para o mesmo dia da votação final do Orçamento do Estado.

Também os professores do ensino superior e investigadores vão estar em greve nesse dia. A greve inclui, além das aulas e assistência a alunos, as reuniões de órgãos ou serviços, avaliações ou participação em júris de avaliação.

Ministro da Educação vai continuar a negociar com sindicatos

O ministro da Educação, João Costa, garante respeitar as posturas dos sindicatos e o direito às formas de luta, mas explica que “o que interessa” é continuar a trabalhar para chegar “aos acordos possíveis”.

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