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PSP usou "força necessária" para repor segurança após invasão da Ordem dos Contabilistas por ativistas

PSP usou "força necessária" para repor segurança após invasão da Ordem dos Contabilistas por ativistas
PEDRO NUNES/LUSA
Os agentes procederam à retirada de cerca de 35 a 40 pessoas que entraram nas instalações da Ordem dos Contabilistas Certificados, onde "terão tentado perturbar o evento e as pessoas que nele participavam".

A PSP garantiu este sábado que utilizou a “força necessária” para repor a segurança no edifício invadido no sábado, em Lisboa, por manifestantes da marcha pelo clima e onde decorria um evento privado com o ministro da Economia.

"Face à situação, e por solicitação dos responsáveis do evento, rapidamente várias equipas da PSP entraram no edifício, retirando, com o uso da força necessária, os manifestantes para o exterior", adiantou o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.

Em comunicado, a polícia salientou que a sua intervenção "deveu-se à necessidade de reposição da segurança e da ordem no local privado onde decorria o evento" com a presença do ministro António Costa Silva.

Segundo o comando de Lisboa, no âmbito da manifestação "Unir contra o fracasso climático", os agentes procederam à retirada de cerca de 35 a 40 pessoas que entraram nas instalações da Ordem dos Contabilistas Certificados, onde "terão tentado perturbar o evento e as pessoas que nele participavam".

"Durante o trajeto da marcha um pequeno grupo de manifestantes introduziu-se no interior e deslocaram-se para junto do auditório onde decorria o evento, sentando-se no chão, exibindo tarjas com as suas reivindicações e causando insegurança para quem lá se encontrava", adiantou a PSP.

Os manifestantes terão entrado no edifício e fechado a porta da entrada principal, "dificultando assim a entrada de qualquer meio que pudesse intervir na invasão", referiu a PSP, ao adiantar que o desfile prosseguiu em direção ao Liceu Camões, "não tendo sido registado mais nenhum incidente".

A marcha pelo clima foi organizada pela coligação "Unir Contra o Fracasso Climático", da qual fazem parte o movimento Climáximo, DiEM25, Greve Climática Estudantil -- Lisboa, Sciaena, Scientist Rebellion Portugal, Último Recurso, UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta e a Zero -Associação Sistema Terrestre Sustentável.

Desde segunda-feira, o movimento Greve Climática Estudantil Lisboa iniciou um protesto que incluiu a ocupação de seis escolas e universidades de Lisboa, iniciativa que visa exigir o fim dos combustíveis fósseis até 2030 e a demissão do ministro da Economia e do Mar.

As ocupações coincidem com a Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP27), que decorre desde domingo em Sharm el-Sheikh, no Egito, até ao próximo dia 18.

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