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Ativistas sentados em protesto à porta do Ministério da Economia

Ativistas sentados em protesto à porta do Ministério da Economia
RODRIGO ANTUNES

O protesto no Ministério acontece depois de um encontro entre o governante e jovens ativistas.

Os cinco jovens ativistas que, em forma de protesto, ocuparam o Ministério da Economia, acabaram por ser detidos. Após a reunião com o ministro António Costa e Silva, dezenas de manifestantes deslocaram-se até à 4ª Esquadra de Lisboa (Martim Moniz/Rua da Palma) para demonstrar solidariedade. Aos jornalistas, o ministro António Costa e Silva disse que “o diálogo com os jovens tem de ser mantido”.

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Na carta, os jovens ativistas colocaram o ministro a reconhecer que não fez as apostas corretas e que defendeu o lucro das petrolíferas em vez de criar empregos pelo clima.

“Solidário com a causa dos alunos”, António Costa e Silva convidou os jovens para um encontro esta terça-feira no Ministério da Economia, mas que, ao que parece, não só não pôs fim aos protestos, como assistiu a SIC, os jovens recusam abandonar o Ministério. Mais, dizem que só o fazem “se o ministro se demitir”.

“Nós não somos os criminosos. Os criminosos climáticos são pessoas que defendem os interesses das petrolíferas e são responsáveis diretamente pelas milhares de mortes todos os anos e se estão a intensificar por causa da crise climática”, disse uma das jovens que recusa sair do Ministério da Economia.

A jornalista da SIC, Carolina Reis, afirma que teve de haver reforço policial à saída da reunião dos ativistas com o ministro da Economia.

O protesto acontece, explicam os ativistas, porque o ministro da Economia negou as acusações e disse que não se demitia.

“De certeza que não me vou demitir, quem tem essa palavra é o primeiro-ministro” e admite ter estado sempre em contacto com ele, que admite estar “muito tranquilo”, admitiu o ministro.

No final do encontro, António Costa e Silva diz que “estava preparado para ouvir" as propostas dos jovens, mas só ouviu pedidos de demissão, devido à sua ligação com a petrolífera Partex, “centraram-se no meu passado e no meu percurso”.

Nos últimos dias, em defesa do clima, os estudantes fecharam o liceu Camões, em Lisboa. Os jovens exigem o fim dos combustíveis até 2030 e a demissão do ministro da Economia por este ter estado ligado ao setor petrolífero antes de assumir funções como governante.

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