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MAI abre inquérito a publicações de polícias nas redes sociais após reportagem da SIC

MAI abre inquérito a publicações de polícias nas redes sociais após reportagem da SIC
TIAGO PETINGA

Representantes das forças de segurança integram base de dados a que o Consórcio de Jornalistas de Investigação portugueses, de que fazem parte a SIC e o Expresso, teve acesso.

A Inspeção-Geral da Administração Interna vai abrir um inquérito à veracidade das notícias que referem a publicação, por agentes das forças de Segurança, de mensagens nas redes sociais com conteúdo discriminatório e que incitam ao ódio, foi esta quarta-feira divulgado.

Numa nota do gabinete do ministro da Administração Interna é dito que José Luís Carneiro determinou à Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) "a abertura de inquérito, imediato, para apuramento da veracidade dos indícios contidos nas notícias de hoje sobre a alegada publicação, por agentes das forças de segurança, de mensagens nas redes sociais com conteúdo discriminatório, incitadoras de ódio e violência contra determinadas pessoas".

Um consórcio de jornalistas de investigação (Público, Expresso, SIC e Visão) divulgou hoje que mais de três mil publicações de militares da GNR e agentes da PSP, nos últimos anos, mostram que as redes sociais são usadas para fazer o que a lei e os regulamentos internos proíbem.

Veja abaixo a Grande Reportagem “Quando o ódio veste farda” na íntegra.

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Na reportagem são apresentados diversos casos de publicações como: "Procura-se sniper com experiência em ministros e presidentes, políticos corruptos e gestores danosos", diz o texto sobre a imagem do cano de uma espingarda que um militar da GNR de Vendas Novas publicado no Facebook.

"Enquanto não limparem um ou dois políticos, não fazem nada...", sugere um militar da GNR de Setúbal no grupo fechado Colegas GNR.

Todos os agentes e militares da PSP e da GNR que escreveram estas frases nas redes sociais estão no ativo.

"Muitos deles usam o seu nome verdadeiro e os seus perfis pessoais para fazer ameaças e praticar uma longa lista de crimes públicos, bem como dezenas de infrações muito graves aos seus códigos de conduta e estatuto profissional", prossegue.

O ministro da Administração Interna afirma ainda que "estas alegadas mensagens, que incluem juízos ofensivos da honra ou consideração de determinadas pessoas, são de extrema gravidade e justificam o caráter prioritário do inquérito agora determinado à IGAI".

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