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PGR abre inquérito a publicações de ódio de polícias nas redes sociais

Representantes das forças de segurança integram base de dados a que o Consórcio de Jornalistas de Investigação portugueses, de que fazem parte a SIC e o Expresso, teve acesso. Casos foram denunciados na Grande Reportagem “Quando o ódio veste farda”.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu um inquérito à queixa apresentada pela Direção Nacional da PSP relativa à publicação, por agentes das forças de segurança, de mensagens nas redes sociais com conteúdo discriminatório e que incitam ao ódio.

"Confirma-se a instauração de inquérito sobre a matéria. Corre termos no DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] de Lisboa", disse a PGR em resposta à SIC.

Em comunicado divulgado na quarta-feira, a Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) adiantava a participação às autoridades judiciais dos indícios divulgados por uma investigação jornalística, nomeadamente "conteúdos escritos e frases aparentemente publicados em redes sociais fechadas e alegadamente atribuídos [...] a alguns polícias da PSP".

A PSP referia que desde 2019 se registaram seis condenações disciplinares e que há nove processos disciplinares em instrução "por indícios (...) da prática de comportamentos racistas, xenófobos ou de incitamento ao ódio, no desempenho de funções ou por comentários censuráveis nas redes sociais".

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