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Carris Metropolitana começa a operar em janeiro na margem norte da AML

Carris Metropolitana começa a operar em janeiro na margem norte da AML
Operadores asseguram ter "o número de viaturas e de motoristas necessários para a oferta prevista contratualmente, que pressupõe desde logo um aumento significativo de linhas e horários".

Os autocarros amarelos da Carris Metropolitana começam em janeiro a circular na margem norte da Área Metropolitana de Lisboa, depois de as transportadoras responsáveis assegurarem terem os motoristas e as viaturas necessárias, anunciou a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML).

Numa nota, a TML, empresa pública na alçada da Área Metropolitana de Lisboa (AML), que gere os transportes públicos rodoviários nos seus 18 municípios, revelou que "os operadores de transporte Viação Alvorada e Rodoviária de Lisboa, responsáveis pela futura prestação do serviço de transporte na margem norte, assumiram estar em condições de iniciar a operação rodoviária com a marca Carris Metropolitana no início de janeiro de 2023".

Segundo a mesma fonte, os operadores asseguram ter "o número de viaturas e de motoristas necessários para a oferta prevista contratualmente, que pressupõe desde logo um aumento significativo de linhas e horários".

A garantia foi dada numa reunião da AML com as câmaras municipais da margem norte do Tejo abrangidas, a TML e as empresas de transporte Viação Alvorada e Rodoviária de Lisboa, responsáveis pela futura prestação do serviço de transporte na margem norte, ocorrida na quinta-feira.

A partir de hoje começará a ser distribuída no terreno informação acerca das alterações previstas, que também podem ser consultadas no site oficial da Carris Metropolitana.

O objetivo é que os passageiros possam "desde já começar a familiarizar-se com as novas tipologias de linhas, tarifários, horários e percursos, com a lógica de numeração das linhas e com a conversão das linhas atuais para as linhas futuras", é salientando pela TML.

Numa audição na Assembleia Municipal de Lisboa, em 26 de outubro, os responsáveis pela TML tinham revelado que iriam decidir até meados de novembro se existiam condições para o funcionamento da Carris Metropolitana a norte do Tejo em janeiro de 2023, depois dos problemas registados nos transportes na margem sul.

Na altura sublinharam que o principal problema da operação na margem sul, concessionada em dois lotes, um à empresa Alsa Todi e outra aos Transportes Sul do Tejo, se deve sobretudo à falta de motoristas.

O presidente da TML, Faustino Gomes, sublinhou que, após os vários problemas na margem sul, seriam exigidas "maiores garantias" junto das empresas responsáveis pela margem norte.

Criada pela empresa pública TML, a Carris Metropolitana é a marca comum para funcionamento das operações de transporte público rodoviário na Área Metropolitana de Lisboa.

A marca gere as redes municipais de 15 dos 18 municípios (uma vez que dentro dos concelhos do Barreiro, Cascais e Lisboa mantém-se tudo como está) e a totalidade da operação intermunicipal dos 18 concelhos.

Isto significa que a marca única Carris Metropolitana passa, em 1 de janeiro de 2023, a assegurar o transporte de passageiros dentro de cada um dos concelhos de Amadora, Oeiras, Sintra, Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira, todos na margem norte do Tejo, onde deixam de operar as atuais empresas de transporte.

Desde 1 de junho já é responsável pelo transporte de passageiros dentro dos municípios de Almada, Seixal, Sesimbra, Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal, na margem sul.

Na rede municipal do Barreiro, o transporte continua a ser feito pelo operador interno Transportes Coletivos do Barreiro (TCB), em Cascais pela Mobi Cascais e em Lisboa pela Carris.

Para quem se desloca de um concelho para outro (incluindo Barreiro, Cascais e Lisboa), o transporte público rodoviário intermunicipal será sempre feito pela Carris Metropolitana, que em 1 de janeiro próximo deverá ser capaz de assegurar que um passageiro possa ir de Setúbal a Mafra nos novos autocarros amarelos.

Para reorganizar este sistema de transportes, foram criadas quatro zonas de operação.Na margem norte da AML, a 'área 1' (concelhos de Amadora, Oeiras e Sintra e transportes intermunicipais com Cascais e Lisboa) foi concessionada à empresa Viação Alvorada e a 'área 2' (Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira) à transportadora Rodoviária de Lisboa.

Na margem sul, em Almada, Seixal e Sesimbra ('área 3') a operação foi concessionada aos Transportes Sul do Tejo e em Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal ('área 4') à empresa Alsa Todi, que assegura ainda as ligações intermunicipais ao Barreiro e para fora da AML para a zona do Alentejo central.

A operação na margem norte deveria ter sido iniciada em setembro, mas os problemas verificados na margem sul fez com que fosse prorrogada para 1 de janeiro.

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