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"Agir, denunciar e impedir": Presidente apela "à ação de todos" no combate à violência contra as mulheres

"Agir, denunciar e impedir": Presidente apela "à ação de todos" no combate à violência contra as mulheres
ANTÓNIO PEDRO SANTOS

Os números da violência doméstica em Portugal “são hoje gritantes”, alerta o chefe de Estado.

Os números da violência doméstica em Portugal "são hoje gritantes, assim como a ainda contínua desigualdade", pelo que esta sexta-feira em que se assinala o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres o Presidente da República deixa um apelo “a todos os portugueses e portuguesas”.

Numa mensagem publicada no site da Presidência da República, o chefe de Estado convoca "à ação de todos os portugueses e portuguesas para que, de forma efetiva e permanente, sejam erradicadas todas as formas de agressão contra as mulheres".

"O papel insubstituível e extraordinário das mulheres na sociedade portuguesa, conquistado por mérito próprio, obriga cada um de nós a agir, a denunciar e a impedir toda e qualquer forma de violência contra as mulheres no nosso país", afirma.

O Presidente da República acrescenta que os números da violência doméstica em Portugal "são hoje gritantes, assim como a ainda contínua desigualdade de que as mulheres portuguesas são objeto, nos mais variados contextos sociais e profissionais".

Nesse sentido, prossegue, ”devemos todos e todas unir-nos contra eles e contra o que representam, na vida de cada uma das vítimas e suas famílias, mas também no que revelam sobre a nossa comunidade", defende.

"Neste dia e em todos os dias que o futuro nos trará, saibamos estar à altura do contributo indelével das portuguesas no desenvolvimento de Portugal, eliminando e combatendo, nas suas múltiplas formas, a violência contra as mulheres, e não compactuando com silêncios cúmplices ou cómodas omissões", apela Marcelo Rebelo de Sousa.

Em 2021, recorde-se, este dia internacional instituído pelas Nações Unidas foi assinado pelo Palácio de Belém com a iluminação de cor laranja, para dar visibilidade à causa do combate à violência contra as mulheres.

Este ano, a Presidência da República já comunicou que o Palácio de Belém não terá a habitual iluminação de Natal "nem outras simbólicas iluminações especiais", para poupança de energia.

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