País

Centenas de pessoas são sepultadas todos os anos sem a presença de amigos ou familiares

Desde a última grande crise, há 13 anos, que não havia tantos funerais de corpos que ninguém reclama.

Um funcionário entrega um caixão num lar de idosos em Paris, França, onde já foram registadas 16 mortes e 81 infetados pelo novo coronavírus.
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Todos os anos, centenas de pessoas são sepultadas sem a presença da família, amigos ou conhecidos.

O problema é mais grave na cidade de Lisboa. No ano passado houve 233 casos, este ano já se aproxima dos 200. Na maior parte, são idosos sem família ou que são abandonados, mas também há crianças.

É uma dura realidade que não era tão expressiva desde a última grande crise, há 13 anos.

A lei prevê o funeral social com duas vertentes, uma para quem tem pouco dinheiro, custa 452 euros e as funerárias são obrigadas a fazê-lo quando for pedido.

A outra para corpos não reclamados. Nesta situação, o valor é definido entre a instituição que tem o corpo e a funerária. Em qualquer caso, pode ser pedido do reembolso à Segurança Social.