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Sindicatos dos médicos insatisfeitos após reunião com ministro da Saúde

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O Governo ainda não apresentou os valores para aumentos.

O ministro da Saúde reuniu-se com os Sindicatos dos Médicos, mas sem garantia dos aumentos pretendidos pelos profissionais de saúde. Alegam ainda que o Ministério da Saúde ainda não apresentou propostas concretas para a revisão da grelha salarial e valorização da carreira.

"Nós gostaríamos que fosse mais rápido, mas o Ministério da Saúde, em relação às questões como a grelha salarial e o investimento na carreira médica, não apresentou ainda propostas concretas", adiantou o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos, após a segunda ronda negocial com o Governo.

Segundo Jorge Roque da Cunha, a rapidez na negociação justifica-se perante os "problemas que, neste momento, são de emergência" com a falta de médicos de família e o "aumento de rescisões de médicos no Serviço Nacional de Saúde" (SNS), que em 2021 "foram cerca de 1.000".

Além disso, o dirigente sindical sublinhou ser "muito preocupante" que, após a conclusão do processo de escolha de especialidades, "cerca de 150 vagas não tenham sido ocupadas pelos internos".

"Estes sinais de alarme mereciam uma atitude de maior urgência em relação a este processo negocial", sublinhou Roque da Cunha, ao considerar, porém, "positivo" que na reunião de hoje "se começasse a discutir cláusulas de organização do trabalho e do serviço de urgência".

O ministro da Saúde, Manuel Pizarro, acredita que não vai agradar a todos, mas tem a expectativa que algumas ideias sejam acolhidas pelos Sindicatos.

A próxima reunião está agendada para o dia 15 de dezembro.

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