Começou esta segunda-feira o julgamento de uma mulher que terá burlado o ex-companheiro com o pretexto de um cancro da mama, que afinal era inventado. Anabela Cardoso ficou ainda com dinheiro de 15 utentes do lar onde trabalhava, em Reguengos de Monsaraz.
Foi pouco depois das 09:00 da manhã desta segunda-feira que a arguida chegou ao Tribunal de Évora. O início do julgamento ficou marcado pelas primeiras declarações Anabela Cardoso, que começou por dizer que é medicada para depressão bipolar desde os 15 anos.
Medicação que deixou de tomar em 2018, altura em que começaram os factos dos crimes de que é acusada.
A mulher de 32 anos terá conseguido burlar o companheiro, num valor superior a 20 mil euros com um diagnóstico de cancro da mama inventado.
Como levou a cabo o esquema?
Rapou o cabelo, tinha marcas no corpo de uma cirurgia ao peito e terá forjado faturas da Fundação Champalimaud, onde alegava ter realizado uma operação e tratamentos de quimioterapia e radioterapia.
Em tribunal, a arguida admite nunca ter marcado consultas, nem entrado em contacto com alguém daquela instituição.
Burlas terão rendido cerca de 70 mil euros
A mulher é ainda acusada de se ter apropriado de mensalidades pagas pelos utentes do lar onde exercia as funções de Diretora Técnica Superior e Animadora, em Reguengos de Monsaraz, e de ter realizado vários levantamentos e pagamentos de contas pessoais com os cartões de débito de duas idosas da associação.
No total, as burlas terão rendido cerca de 70 mil euros. Está acusada de cinco crimes: burla qualificada, falsificação de documentos e abuso de confiança